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Meu relato de amamentação quase exclusiva até os 6 meses

(E exclusiva por 6 meses, isto é, até 7m13d)




Antes de começar, gostaria de deixar bem claro que o parto natural, a amamentação e a alimentação natural são MUITO, mas MUITO importantes para mim



Minha filha nasceu num parto domiciliar totalmente natural.

Não tomei nada pra dor, mesmo tendo uma laceração de períneo e inflamação dos pontos, nem lembrei de tomar analgésicos. Tomei apenas homeopatia e medicamentos antroposóficos.

Minha filha não foi vacinada, não tomou vitamina K, não recebeu colírio, não tomou banho nas primeiras 24 horas de vida, tudo muito natural; meu sonho estava se realizando de uma forma linda!

Assim que saiu de dentro de mim veio pro meu peito e, ainda ligada à placenta que estava no meu útero, sugou com muita força, meia hora cada seio e só parou pra cortar o cordão e pra eu descansar um pouco.

Eu senti muita dor, desde o primeiro instante da amamentação, mas a parteira e minha mãe disseram que era normal, o corpo ainda não estava acostumado, mas logo ia normalizar.

Mas a dor não diminuiu e estava insuportável, e olha que eu suporto bem a dor, mas não estava aguentando!

Era dolorido demais não conseguir alimentar minha filhinha…

Quando ela chorava de fome eu chorava de tristeza, de medo, de dor física e espiritual, pois sabia que eu ia enfrentar mais uma sessão de dor até quase desmaiar…

Até uma madrugada quando eu não suportei mais a dor e ela não parava de chorar de fome.

Era o 4. dia de vida da minha filha, o meu marido foi à farmácia às 2 da manhã, comprou uma mamadeira qualquer, 1 lata de um leite artificial qualquer, e ela encheu a barriga e dormiu sossegada por umas 2 horas.

No dia seguinte eu liguei aos prantos numa locadora de bombas para extração de leite, mal conseguia falar com a atendente de tanto que eu chorava de tristeza, frustração, vergonha e medo de não voltar a amamentá-la (a moça até tentou me consolar, falou que era muito comum no começo e que a bomba ia ajudar…), logo em seguida chegou o motoboy com a bomba e eu tirava leite praticamente de hora em hora, mas era só ela encostar no peito que eu urrava de dor!

Mesmo com a bomba meu peito doía.

Eu tirava o leite com a bomba e meu marido dava na mamadeira, às vezes a parteira vinha e dava no copinho, mas ela chorava quando um de nós dois tentávamos o copinho…

E a minha produção de leite diminuiu muito nos 15 dias em que eu não conseguia amamentá-la diretamente no meu seio, mesmo tomando 3 litros de água, mais 2 litros de chá de camomila e chá da mamãe!

Então ela tomava meu leite e depois o leite artificial.

Eu me sentia incapaz, profundamente triste, chorava dia e noite, estava beirando a depressão, até a pediatra que é ativista da amamentação chegou a cogitar que eu desistisse, pois o sofrimento que eu sentia estava me consumindo e me entristecendo demais!

Mas eu não aceitei e disse que eu ia tentar e que conseguiria!

A parteira veio à minha casa durante os 15 dias que duraram essa situação, até que, depois de muito lansinoh, homeopatia, sol, conchas, pomada de própolis, de calêndula, ficar sem dar o peito diretamente por essas duas semanas e muita oração ela voltou a mamar!

A pediatra e a parteira chegaram à conclusão que a dor que eu sentia era um misto de hipersensibilidade da pele e stress do pós-parto. Com muita oração e medicação homeopática a dor foi diminuindo e eu não embarquei numa depressão pós-parto (ou embarquei?).

Consegui deixar o complemento completamente quando ela estava com 41 dias, mas essa foi outra dificuldade…

Por que não devemos dar mamadeira para recém-nascidos…

(devo dizer que sou completamente contra mamadeira e chupeta, principalmente para recém-nascidos, mas isso é MINHA opinião!)

Ela estava acostumada com a facilidade da mamadeira (desde recém-nascida fazia escândalo com o copinho), então mamava uns 10 minutos no peito e, quando ficava difícil, quando tinha que sugar com mais força pro leite sair ela não queria mais, chorava até o pai dela dar a mamadeira (por que eu não conseguia, chorava só de olhar a mamadeira!), mas eu ainda não aceitava essa situação, não era o que eu havia sonhado, planejado pra nós duas!

Então, numa dessas sessões de choro pra dar a mamadeira eu comecei a chorar também e o marido pegou ela do meu colo e colocou no carrinho e ela chorou por 3 minutos (que pareceram 3 horas!), depois colocou ela no meu peito de novo, e a choradeira se repetiu algumas vezes, sempre que negávamos a mamadeira…

Ela parou de chorar pela mamadeira mas chegou a ficar 3 horas mamando, eu passando ela de um peito para o outro, até se sentir saciada…

E desde então ela não chorou mais pela mamadeira e ficava só no peito!

Devo dizer que ela mamava muito, foi até 3 meses e meio com intervalos de aproximadamente 1 hora entre as mamadas, dia e noite!

Eu ficava esgotada, mas realizada!

Eu era um par de peitos exaustos mas transbordando alegria e leite!

Introdução de Alimentos

Iniciamos a introdução de alimentos no 6. mês, mas ela só foi comer (antes disso era provar uma colher e cospir a comida e chorar) com 7m13d; coincidentemente ela compensou os 40 dias de complemento recusando a comida, e praticamente mamando só no peito, em livre demanda por 7 meses e meio!

Fiz estoque de leite pra minha volta ao trabalho, mas durou somente uns 20 dias.

Voltei ao trabalho quando ela estava com 8 meses, mas ela ficou mais 2 meses em casa com meu marido, minha sogra e minha mãe revezando em casa.

Saio de casa às 7 da manhã, deixo ela no Jardim, o pai ou a avó pegam ela às 15h e eu volto pra casa às 18h, aí é só peito, até ela dormir e no meio da noite também.

Ela começou a comer a mesma comida que nós aos 9, quase 10 meses.

Fazemos cama compartilhada porque, após 5 meses acordando de hora em hora, decidimos que o melhor era manter a pequena conosco.

E foi a melhor coisa! O sono dela e o nosso melhorou muito!

Além de ser delicioso acordar na madrugada e ver aquelas bochechas!

Depois de 1 ano…

Atualmente ela mama na mamadeira no Jardim com o meu leite ou um leite artificial.

Interessante também é que mesmo estando fora o dia todo meu peito ainda vaza!

Tem dias que não dá tempo de ordenhar, em outros ordenho duas vezes, acontece de não sair nem 30 ml e em outros dias de tirar 150ml… e eu não me preocupo pois sei que quando ela mama tem leite de jorrar!

Não dou doces, nem alimentos ou bebidas adoçadas, nem alimentos industrializados (tipo danoninho), mas no aniversário dela deixei que ela comesse brigadeiro e ela se lambuzou! Percebi que ela adorou! Mas logo depois ela veio toda manhosa e disse “mamãe, mamá, mamá, mamá!” já puxando minha blusa… Eu amamentei e ela dormiu por uma hora, aí acordou toda feliz e voltou a brincar!

Graças ao apoio de profissionais comprometidos com a amamentação e de pessoas do grupo Matrice, leitura de diversos relatos eu amamentei muito e continuarei amamentando por quanto tempo minha filha quiser e eu também!

Muito se perdeu da sabedoria e intuição feminina e os grupos de apoio são o que resta do conhecimento popular. Este grupo (matrice, materna) veio pra contrariar o que dizem a maioria dos médicos e mães, tias, vizinhas que existem por aí só pra nos tirar a segurança e nos encher de idéias negativas.

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  • Naiara Scarabelli: Seu Blog é lindo... Maravilhoso o jeitinho que você fala dos seus Bbzerrinhos*.... Estou gravida de 27 Semanas, é um rapazinho e quero ganhar parto
  • keylla: Ola. Seu relato me inspirou. Estou com um bebe de 2 meses e estou tentando deixar o complemento, mas ele pede o peito de hora em hora e chega a ficar
  • bbza: Então Cibely, a Laura começou a comer grãos com 10 meses. Arroz e feijão ou lentilha. Ela não curtia muito papinha, então um dia resolvemos tent